HISTÓRIA
O windsurf
nasceu nas décadas se 60 nas garagens da Califórnia, na
combinação das pranchas de surf com uma vela em cima.
Na década de 70
apenas uma prancha (Schweitzer's Windsurfer) estava sendo
produzida em massa e deveria ser usada tanto aos
iniciantes como aos experts. No final dessa década, o
wind era uma febre na Europa (uma a cada três casas
possuía uma prancha). Dezenas de fabricantes europeus
produziram suas próprias versões, uma nova e próspera
indústria surgia.
Na década de 80
foi um período de grande crescimento para o wind,
havendo uma grande participação em competições, além
do advento da copa do mundo e da sua primeira aparição
Olímpica em Los Angeles, em 1984. A partir daí, o
desenvolvimento do equipamento progrediu rapidamente,
sendo comprovado quando um windsurfista superou o recorde
mundial de velocidade na água (até então, 3
nós).
Na décadas de
90 em curtos 28 anos o wind é um esporte totalmente
maduro, com lugares para praticá-lo em todo o mundo. O
equipamento de windsurf passou por transformações
incríveis. Hoje, está mais leve, barato, rápido e
seguro. Divide-se em 3 categorias: Race (course/slalom),
todos os níveis em qualquer condição de vento, para
competição ou pura diversão; Wave manobras radicais em
ondas.
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MANOBRAS
Jibe
- Manobra em que o velejador faz uma curva descendo ao
vento;
Cambar - Inverso
do jibe, sobe ao vento;
Laydown Jibe -
Manobra com a vela rente à água;
Duck Jibe -
Passar a vela por trás, trocando de lado;
Jump Jibe -
Consiste no ato do velejador saltar e passar para o outro
lado;
Aerial Jibe -
Saltar e fazer um jibe no ar, trocar de lado e cair na
água;
360º -
Rotação que o velejador faz dentro da água;
L-Treck - A vela
contra o vento. O velejador arriba e gira 360º;
Back Loop -
Girar de costas para o vento;
Forward - Saltar
e passar o corpo por cima da prancha, dar uma cambalhota
e cair de pé.
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CATEGORIAS
A
diversificação dos equipamentos fez com que o windsurf
se dividisse em algumas categorias (disciplinas) com
pranchas, velas, mastros etc. específicos para cada uma.
Podemos
enumerar as seguintes disciplinas no windsurf:
Wave - Talvez a
modalidade mais conhecida por estar mais presente na
mídia. Um equipamento Wave é feito para descer e saltar
as ondas, sendo as pranchas relativamente pequenas, com
bordas arredondadas e quilha bem curva para facilitar as
manobras. As velas também são desenvolvidas priorizando
as manobras sobre a velocidade. Pranchas entre 245 e 280
cm e velas entre 3.0 e 6.5 m2
Freestyle
- Mais nova modalidade do windsurf, o Freestyle traz para
lagos ou águas mais tranqüilas, manobras radicais que
só eram possíveis no mar com ondas. Desde que foi
oficialmente lançada, a modalidade Freestyle vem
evoluindo muito, sendo freqüente a criação e
aperfeiçoamento de novas manobras e equipamentos. A
prancha Freestyle deve ser construída para ser rápida
na aceleração e boa nas manobras, sem Ter como objetivo
principal a velocidade. Então encontramos pranchas
curtas e largas e com bordas arredondadas. As velas
também seguem esse mesmo princípio, sendo extremamente
potentes, mas com pouca estabilidade em ventos
inconstantes. Os tamanhos variam de 255 a 280 cm nas
pranchas e 5.0 a 7.5 m nas velas.
Racing - As
máquinas de velocidade e performance estão incluídas
nessa categoria. Os equipamentos são tão específicos
que podemos dividir a categoria em outras tantas
sub-categorias: Speed
- Pranchas projetadas e construídas especificamente para
velocidade em águas tranquilas e ventos acima de 25
nós. As pranchas tem volume bastante reduzido e chegam a
pesar menos de 4 Kg. As velas utilizadas estão entre 4.5
e 7.5 m. Slalom
- Pranchas rápidas projetadas para cumprir percursos
onde não haja pernas de contravento. Geralmente as
competições ocorrem com ventos acima de 18 nós.
Pranchas com 260 a 290 e velas com 5.5 a 8.0 m. Course
Racing - As pranchas agora devem ser
eficientes também no contravento. A área vélica é
maior, chegando até a 11 m e as pranchas possuem mais
volume (120 a 170 l). As pranchas devem ser bem leves e,
como toda prancha Racing, deve possuir sempre um shape
preciso, com mínimo de arrasto possível. FWC
- Formula Windsurfing Class - A FWC
é composta por pranchas e velas de produção, onde cada
velejador só pode inscrever uma prancha e três velas
para cada evento. O percurso das regatas é também com
contravento e essa deve ser a classe escolhida para as
olimpíadas de 2004! Indoor
- As pranchas para Indoor têm que acelerar ao máximo no
menor espaço possível, pois uma piscina de Indoor tem,
em média, apenas 70 metros de comprimento. Além disso,
o jibe deve ser bem fechado. A prancha é mais larga que
uma slalom e com o volume mais distribuído para
aceleração do que para velocidade final. As velas são
bem potentes e devem também ser estáveis, pois, perto
dos ventiladores o vento é mais forte do que na outra
borda da piscina.
Freeride - A
categoria Freeride é formada simplesmente por versões
mais fáceis de velejar, resistentes e baratas que os
equipamentos das categorias anteriores. Aí então vamos
encontrar pranchas Freeride mais direcionadas para
manobras, outras para slalom, outras para velejar no
contravento, mas nunca uma prancha específica para uma
única finalidade. Uma prancha Freeride sempre cobre um
range de utilização muito maior. Isso torna a melhor
opção para velejadores de final de semana, velejadores
iniciantes ou mesmo aqueles que querem velejar sem
pretensão de ganhar regatas. As pranchas vão de 255 a
315 e as velas de 4.5 a 9.0 m2.
Raceboard -
Raceboard é a categoria mais conservadora em termos de
equipamentos do windsurf. Na verdade, o termo Raceboard
é designado a competições onde as velas não
ultrapassem a área de 7.5 m2 e as pranchas 270 litros de
volume. As pranchas tem, em média 380 cm e possuem
bolina. As velas são muito potentes e com várias
regulagens diferentes. É uma categoria muito técnica. A
categoria Raceboard, por ter como regra determinante as
dimensões dos equipamentos, se subdivide em outras
categorias, geralmente Raceboard Leve (velejadores com 70
Kg ou menos) e Raceboard Pesado (velejadores com mais de
75 Kg). Os velejadores entre 70 e 75 Kg podem escolher a
categoria que vão competir.
Existe ainda a IMCO (International Mistral Class
Organization) que é a prancha olímpica. Na classe
olímpica, ou Mistral One Design, todos os equipamentos
são rigorosamente iguais, com prancha de 375 cm com 235
l de volume e uma vela One Design 7.4. Existem rumores de
que, para a próxima olimpíada de 2004, a prancha
utilizada mude para uma da categoria Racing.
Funboard - As
Funboards são as pranchas mais fáceis de velejar do
mercado. Dentre elas estão as pranchas usadas em
escolas. Os modelos estão com volume entre 170 e 210
litros, sempre com bolina retrátil e as velas ficam
entre 5.5 e 9.0 m2. São pranchas excelentes para
aprender e também para velejadores de final de semana.
Não exigem também o mesmo condicionamento físico que
uma prancha pequena exige.
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